Capital de giro: entenda a importância para seu negócio

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Dentro de qualquer ramo de negócio, uma das tarefas mais difíceis é administrar os recursos financeiros, especialmente em pequenos e médios empreendimentos. Não é incomum que muitos administradores não conheçam, ou acabem se esquecendo, da importância do capital de giro para as empresas. Se esse é o seu caso, então é melhor começar a rever suas atitudes para preservar a vida do seu negócio.

Claro, ninguém espera que você comece seu primeiro empreendimento já sabendo todos os conceitos e procedimentos necessários para crescer em seu setor. Porém, à medida que você adquire presença de mercado, precisa aprender sobre esses termos e como aplicá-los.

Pensando nisso, viemos hoje falar sobre o que é o capital de giro, por que ele é importante para sua empresa, como calculá-lo e usá-lo corretamente em suas tomadas de decisão. Acompanhe.

O que é capital de giro?

Antes de falar da importância do capital de giro, é fundamental que você saiba o que esse termo significa dentro da sua empresa.

De forma bem simples, ele é o total de recursos que o seu negócio pode converter em capital no curto prazo, justamente com o objetivo de manter o funcionamento da empresa. Ele pode ser alocado em várias formas, desde o próprio caixa da empresa até seu estoque disponível. Com essa reserva, você pode manter os colaboradores, fornecedores e outras despesas sempre pagas no prazo.

Pense desta forma: o capital de giro é o dinheiro que seu negócio usa para se pagar por si mesmo e se manter “girando”. Daí vem o seu nome.

Qual a importância para seu negócio?

Agora que você entende o que é o capital de giro, como saber qual a sua importância dentro da empresa? Aqui estão três pontos que você deve sempre ter em mente:

Manter as despesas equilibradas

Administrar as finanças de uma empresa é bem difícil em qualquer contexto. Porém, ainda é um trabalho de extrema importância para evitar que o seu negócio sofra algum prejuízo inesperado. Conhecer o seu capital de giro é uma maneira de manter esses números sob controle, especialmente se você tem que pagar ou receber valores a prazo.

Digamos, por exemplo, que você queira fazer a aquisição de uma máquina para seu empreendimento, para melhorar a qualidade do seu produto, que por sua vez gera custos mensais. Isso significa que sua empresa precisa de mais capital de giro, para conseguir se manter e investir na máquina ao mesmo tempo. Nesse caso, com as melhorias que serão implementadas, o objetivo é aumentar a rentabilidade e assim cobrir as novas despesas.

Avaliar a rentabilidade da empresa

O seu capital de giro atual também é um bom termômetro para compreender a situação financeira do seu negócio. Afinal, se uma empresa precisa de muitos recursos para se manter funcionando, mas não oferecer uma rentabilidade proporcional, então é sinal de que você deveria revisar suas contas.

Talvez o seu estoque seja muito grande e não se movimente o suficiente, ou você tenha muitas despesas regulares que não contribuem com a sua rentabilidade. Encontrar estes problemas e corrigi-los rapidamente é a melhor maneira de otimizar seu fluxo de caixa e a rentabilidade da empresa.

Criar planos de contingência para tempos de crise

No geral, a flexibilidade do seu capital de giro é um fator determinante para a taxa de sobrevivência de um negócio. Toda empresa passa por períodos de crise de tempos em tempos, onde é necessário cortar gastos e minimizar riscos para depois se recuperar. Porém, nem todos os pequenos empreendedores se planejam para esses momentos.

Quando a demanda e a rentabilidade caem, o ideal é que você tenha um plano de contingência já preparado para diminuir o seu capital de giro, ao menos por um tempo. Dessa forma, seu negócio se tornará mais “barato” durante a época em que você possui menos clientes.

Como calcular?

Depois de entender a importância do capital de giro, o próximo passo é fazer o seu cálculo corretamente. Felizmente, essa conta é bem simples e você deve conseguir realizá-la sem dificuldade.

Primeiro, você deve calcular o total de Ativos Circulantes (AC) em seu negócio, que são todos os valores acumulados, incluindo mercadoria em estoque, dinheiro no banco, pagamentos a receber por serviços, etc. Em outras palavras, é tudo aquilo que pode ser convertido em capital no curto prazo, como parte do seu orçamento mensal.

Em seguida, você deve calcular o total de Passivos Circulantes (PC), que representa o valor total que sai do seu caixa regularmente. É o caso das contas a pagar, financiamentos, parcelamentos, salários, débitos e assim por diante.

A diferença entre AC e PC é o seu Capital de Giro Líquido (CGL), que é a sua “margem de segurança” ao planejar suas finanças. Desde que você respeite este valor e consiga repor o que for retirado no curto prazo, tudo deve continuar bem.

Quais são as consequências de uma má gestão?

Claro, parte da importância do capital de giro está relacionada às consequências que uma má gestão financeira pode trazer. Mesmo que faltem recursos para fazer um trabalho tão detalhado, acompanhar o seu capital de giro ainda será importante para evitar os seguintes cenários:

Aumento dos riscos operacionais

Seja em um negócio ou na vida pessoal, pode ser que você não tenha uma noção clara do valor que precisa para se manter todo mês e acabe gastando um pouco mais do que poderia. Em outras palavras, você excede aquela margem de erro do seu capital de giro líquido.

Dentro de um negócio, os custos não planejados podem ter efeitos severos e de longo prazo. Um empreendimento que não pode pagar seus fornecedores corretamente, por exemplo, também não poderá suprir todas as demandas de seus clientes. Se deixado sem acompanhamento, esse problema pode se acumular e criar uma bola de neve devastadora.

Posição ruim para negociar dívidas

Não é incomum que empreendedores peçam financiamento para começar um negócio ou expandi-lo. Uma linha de crédito pode ajudar a aproveitar diversas oportunidades de mercado e não gerar nenhum custo no longo prazo. Porém, também não é incomum que alguns empreendedores precisem renegociar a dívida com o banco, caso as estimativas iniciais não saiam conforme o esperado.

Se você não toma nota do seu capital de giro, então provavelmente não tem um plano sólido de negócios para reestabilizar suas finanças e pagar as parcelas renegociadas. Em outras palavras, você não terá muitos argumentos para dar suporte aos seus pedidos diante da instituição financeira.

Como utilizá-lo

Já falamos sobre a importância do capital de giro, seu cálculo e algumas consequências de não acompanhar esse valor de perto. Agora, tudo o que te falta é entender como aplicar esse conceito corretamente em sua empresa. Aqui estão quatro passos para aplicar o capital de giro em sua gestão financeira:

Registre seu fluxo de caixa detalhadamente

Para medir qualquer valor, obviamente, você precisa de um registro preciso das finanças da sua empresa. Tudo que entra, tudo que sai e tudo que permanece onde está deve estar anotado em algum lugar de fácil leitura para você. Isso é o que chamamos de “fluxo de caixa”, o conjunto de todas as transações financeiras feitas em sua empresa dentro de um mesmo período de tempo. É a partir destas leituras que você poderá calcular o seu capital de giro atual e o ideal.

Considere o aumento de custos assim como o de rentabilidade

Um erro comum para muitos empresários é o de não pensar nos riscos de alguns investimentos. Por exemplo, quando seu negócio expande a produção para atender a um público maior, ele também aumenta as despesas mensais com manutenção de equipamento e fornecimento de material. Como consequência, isso também afeta o seu capital de giro. Mesmo que uma oportunidade de negócio traga mais lucratividade, fique atento aos custos atrelados e como eles podem impactar a sua empresa no futuro.

Reduza despesas desnecessárias

“Cortar gastos” é praticamente um dos mantras do mundo dos negócios. Não é uma questão de minimizar despesas a todo custo, mas sim de remover aquilo que não gera os resultados que você busca. Isso ajuda a otimizar o seu capital de giro, melhorando a margem de segurança líquida que já mencionamos e reduzindo o risco de quebra diante de uma crise repentina. Considerando o quão difícil é expandir um pequeno negócio, cada 1% de segurança que você possa proporcionar ao seu trabalho já vale a pena.

Reponha tudo que for retirado

Por fim, mas não menos importante, o capital de giro deve permanecer “intocado” a cada mês de negócio. Em outras palavras, você deve fechar seu caixa com a mesma quantidade que tinha no início do período. Se você utilizar algo para cobrir despesas ou fazer um investimento, precisa trazer esse dinheiro de volta no prazo correspondente.

Agora que você entende melhor o funcionamento e a importância do capital de giro para o seu negócio, é hora de acompanhá-lo com mais precisão e manter o melhor controle das finanças no seu empreendimento. Se você quiser continuar recebendo outras informações como essas, é só assinar a newsletter para receber nossas novidades em primeira mão.


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